quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A coelha de chucrute.
Mas alguém sabe me dizer o que fizeram com o Daniel do BBB?
Bom, nem vou me meter nisso, senão a Globo não me convida para ir ao Jô.
Eu estava ficando com uma mulher da Transilvânia.
- “Mulher da Transilvânia? Ah! Pantera, conta outra!”
Sr. Pantera é um dos meus apelidos.
Assim como Pant, Minduim, Linho Boy, Anjinho, Super Chock, Black Panther ou só Black.
Sr. Pantera é um dos meus apelidos.
Assim como Pant, Minduim, Linho Boy, Anjinho, Super Chock, Black Panther ou só Black.
- É sério, Zeldano! O lugar existe de verdade, não é fictício.
- Ah! Então a mulher é vampira?
Entendia completamente a desconfiança de Zeldano, até porque eu mesmo paguei o maior mico ao conhecê-la, por não saber que a porra da Transilvânia existia e ficava na Romênia.
A menina teve que me dar uma aula de Geografia e História.
Mas nem é essa estória que eu vou contar.
Vou falar do amigo dela: O Yensnadfdaskjflkfh.
Digamos assim.
-“Angelo, meu amigo da Alemanha, está vindo para o Brasil para passear, você podia recebê-lo? Ele não conhece ninguém e nem tem amigos aqui.
-“E homem gosta de fazer coisa de homem, né?”
Beber cerveja, falar de futebol e ver mulher gostosa.
Seja no Brasil, na Alemanha e até na Transilvânia.
-Claro Kistian, vai ser um prazer!
Digamos assim.
Yensnardgens era uma figura.
Kistian tinha estudado português antes de vir para o Brasil, mas para o meu azar, Yensnadfdaskjflkfh, não.
Mas ele se esforçava muito mais do que eu.
O maluco devia ter uns 4 metros de altura, uma cabeleira loira toda doida e um jeito meio bobo, beirando o inocente.
O que tornava tudo uma miscelânea divertida, porém estranha.
- Aqui no Brasil a gente sela a amizade tomando uma cerveja.
- “Eu adorra cerverja!”
Falava mais ou menos assim...
- Só que aqui a gente bebe gelada, não é igual a vocês que bebem quente.
- “Nonw! Nós não gostamos cerveja quente?”
- Não?
E assim fomos bebendo e desmistificando a cultura um do outro.
Um porre.
É o que eu preciso pra virar amigo de alguém.
No outro dia, meu novo amigo Yensdafjdsfjdsfl me liga:
- “Angelasw! Eu querria ir na samba, mulheres, carnaval.”
Ainda não era carnaval.
Mas eu sabia que onde tinha isso.
E eu conseguia convite de graça.
Baile do Vermelho e Preto do Scalla.
- Vou te levar no carnaval, Yensasfdaksjfsnf!
- “Obaw!”
Nesse fim de semana, Kistian iria estudar, por isso a missão de babá do alemão ficou comigo.
Hoje eu sei, que deveria ter levado Yensfjdkfjdfsfjdlsf logo num puteiro.
Mas resolvi fazer o óbvio:
Fazer programa de gringo com o gringo.
O baile do escala era legal, ainda mais sendo do Flamengo.
- “Angelaw, quantas mulheres bonita!”
- Num te disse?!
-Vou comprar uma cerveja, calma aí.
Estava com as duas cervejas na mão quando vi o Yensadhfkasdfj de papo com um Travesti.
Saí correndo!
-Oi, com licença!
- Yensdfmdsnf, meu filho, se você gosta, é problema seu, mas eu só quero te avisar que isso é um homem vestido de mulher.
-“Nonw!????”
- Simmmmmm!
Xingou algo em alienígeno.
-Tem que ficar ligado, cara!
O problema de fazer programa de gringo é que tudo quadriplica de preço para os pobres coitados.
E tinha uma quantidade de puta e travesti impressionante.
Jura Angelo?
Eu sei, eu sei...
A diferença é que prostituta, se hipervaloriza, enquanto que os travecos...
-Yensadfdsjh, esse também é homem!
-Yenskkfjdfdlfhd, essa também!
-Nonw!?
- Foi mal.
O pobre do alemão estava ficando louco.
Com tesão de 14 gorilas, e vendo uma porrada de peito e bunda.
E não parava de chegar traveco em cima dele.
E se o Ronaldo Fenômeno teve a cara de pau de dizer na minha cara que confundiu aqueles três carcereiros de peruca com três mulheres.
Imagina o alemão com aqueles travestis do naipe do Scalla?
Mas eu precisava salvar a situação.
Então saí em busca de duas vaginas sem taxímetro para nos fazer companhia e aquietar o pobre chucrute do rapaz.
Mas tinha que ir sozinho pra espantar as mariposas.
O problema é que é carnaval, né?
Acabei me perdendo.
E tinha deixado o alemão muito tempo sozinho.
Quando voltei.
Yensdfdsfhnh estava com uma coelha rosa choque no colo.
Uma mulher maravilhosa.
Scanner...identificando.
Mãos, pés, peito, bunda...normal.
Close na calcinha...Normal.
Olhar, jeito, cabelo, boca...Normal.
Só falta avaliar a proeminência laríngea que está tranqüila.
Só que enrolada no pescoço, tinha uma gargantilha de pelúcia.
Hummmm...
Quando Yensdfdsfdsfksn me viu, veio todo feliz me apresentar.
-“Esse é meu amigo, Angelanw!”
- “Prazer, Cassandra!”
Hummmm
- Desculpa, não ouvi?
- “Cassandra!”
Nem precisava mais ver o pomo de adão.
Aquela vozinha típica de travesti, sabe?
- Yensdfdskavsdnfds, chega aqui. Só um minutinho Cassandra!
- Cara...
- “!Angelanw, não me diga que ela é homem, por favor Angelanw, não me diga que essa mulher é homem!”
- Cara...
-“Se ela for homem, é o homem mais bonita que eu já vi na vida.”
- “Eu quero beijar!”
E começou a chorar em alemão.
-Oh! Angelanw, obrigada, obrigada!
A felicidade do bichinho...
Já tava beijando o traveco mesmo...
Deixei ele lá.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Submarino de Exu
É o que diz um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Montreal.
É mesmo, é? Nem desconfiava!
Se eu tivesse internet no quarto quando eu era mais novo, eu seria praticamente um Quasimodo, capaz até de me reproduzir sozinho.
- “Angelo, vai por mim, a mulher é facinha!”
A mulher em questão tinha ficado amiga dos caras fazia um mês.
O mês que eu passei viajando.
Ela era loira, bonitona, de coxas grossas, cabelos encaracolados, peitão, um jeitão assim de chamar a atenção, sabe?
Grandona.
Bom, era mais alta do que eu.
E mais velha também.
- Como assim fácil? Quem pegou?
- “Sicrano e Beltrano já pegaram e contaram que ela é fraquinha pra bebida, e quando bebe, dá!”
Esse é o tipo de frase que anima a gente.
- E Fulano não pegou não?
- “Acredite ou não, Fulano está namorando.”
-Jura?
Nós dois fingimos que esse era um motivo louvável.
Fulano era um filho da puta, só não pegava lacraia porque não sabia se era macho ou fêmea.
"Hummm...Estranho Fulano não ter se interessado."
-“Angelo, tô falando, ela bebe 3 chopinhos e já fica muito doida, dançando igual a uma maluca. Juntando com você que é alcoólatra, vai ser mole!”
Zeldano já me conhecia há anos.
Não tive argumentos para rebater o tom pejorativo dele.
- Vou chegar nela então!
E cheguei! Com meu jeito, fazendo piada, jogando um charme, fingindo ser mais interessante do que sou, essas coisas.
Quando eu era mais novo, era ainda mais abusado.
20 minutos.
É o tempo que eu preciso pra pegar intimidade com alguém.
Então, 2 horas depois, conversando com a mulher na porta do prédio, eu já estava mais por dentro da vida dela que O.B.
O.B são as iniciais de que hein?
Enfim...
Chamei a mulher pra tomar uma cerveja e antes de eu terminar a frase, ela já tinha aceitado.
A gente tinha se dado bem.
A mulher era maneira, gente boa, engraçada.
Só me incomodava um pouco o fato dela piscar demais.
Já me disseram que isso é sintoma de idiotice.
Não parecia o caso.
Chegamos ao bar.
- Baixinho, dois chopes por favor!
E a mulher me lança essa como quem lança um dardo venenoso:
- “E um Steinhäger!”
Olhou pra mim e levantou as sobrancelhas como quem faz besteira, saca?
-“Você gosta?”
- Gosto!
Gosto porra nenhuma! Nunca nem tinha ouvido falar.
Mas vou deixar a mulher tirar essa onda comigo?
Ainda mais eu que bebia cerveja, batida, cachaça, vinho.
E em quantidade muito maior que todo mundo.
E quando eu falo vinho, estou falando da época antes do advento do bom vinho pela classe média.
Estou falando do vinho de garrafão.
Sangue de boi, lembra?
Claro que lembra.
Sabe o ditado: “Passarinho que acompanha morcego amanhece de cabeça pra baixo”.
Eu era o morcego.
E até gostei da mistura do chopp com a bebida destilada.
Por pura coincidência, na terceira rodada, Zumara, vamos chamá-la assim, volta do banheiro dançando a música do rádio.
- “A noite vai ser boa...”
Porra, Zeldano falou a verdade.
- Angelo, me acompanha?
Achei que fosse pra dançar e já estava me levantando quando ele puxou o baixinho pelo braço.
- “Baixinho, me vê um traçado de Quinado com Fogo Paulista.
E levantou a sobrancelha de novo.
Porra, claro que a mulher fica bêbada com 3 chopps. Mistura tudo.
Eu também gostei do traçado de Quinado com Fogo Paulista.
Esquenta por dentro..Ui!
Agora, além da mulher ficar piscando, ela só conversava mexendo os ombros, dançando.
Dava nervoso, mas o bailado fazia a blusa revelar um pouco dos seios.
E dá-lhe chopp, Steinhäger, traçado e risada.
A mulher era doida.
Ela tinha um olhão azul, que ficava encarando.
Tipo hipnotizando.
Toda erótica.
De vez em quando dava uma gargalhada.
- “Hummm...Baixinho, me dá um Anis!”
Baixinho já até ria e olhava pra mim tipo assim: “Que problema hein!”
A gente já tava se pegando e tal mas a mulher bebia muito.
“Com 3 chopps fica bêbada!”...Sei..A mulher era uma pombagira da porra!
Alcoólatra.
Incontrolável.
Tanto que eu já estava bêbado e isso não fazia parte do plano.
Pelo menos, pelo andar da carruagem, o motel parecia certo.
Meu medo era a maluca chapar demais e eu ter que arrastá-la até a cama.
Artigo 345 do livro do homem:
“Não pode comer a mulher dormindo.”
Eu sei, você sabe e até o Daniel do BBB, sabe.
Após vários copos de tudo que tinha no bar...
- A gente podia ir pra outro lugar, né? Que tal?
Ela riu.
Mas a risada de Zumara estava começando a ficar meio sinistra para o meu gosto.
- “Calma apressadinho, pede uma cerveja.
E passou a mão na minha cabeça, como quem afaga um yorkshire.
Perdi completamente o controle da situação.
E bebe-se.
Você sabe que está dando merda quando começa a soluçar sem parar.
Tomei uns 10 copos de cerveja sem respirar pra tentar parar de soluçar.
Mas só parou quando Zumara me mandou tomar cerveja de cabeça pra baixo.
A mulher era feiticeira também.
Eu já estava com olhinho de boneco de ventríloquo, sabe? Piscando em slow motion, quando resolvemos sair dali
A conta nunca soube quanto deu.
Quando abri os olhos, estava no taxi.
Quando abri de novo, estava no motel.
E a filha do capeta dançando e rindo com uma sacola com 4 latinhas na mão.
- Angelinho, toma um banho e uma coca que você melhora na hora.
Coca cola e banho gelado melhora mesmo. É mágico!
No banheiro tive uma conversa séria com pênis:
“Me ajuda meu amigo! Faz o seu que eu faço o meu”
Quando abri a porta, está a porra da mulher dançando em cima da cama.
No rádio: Garota nacional, do Skank.
- “Melhorou?”
- Tô bem, foi o Anis que me enjoou.
Pois sim...
-“Então vem cá, menino...”
Fade out.
Acordei no dia seguinte com a cabeça do tamanho da Rainha de Copas da Alice no país das maravilhas.
Procurei a filha de Exu, cadê?
Só achei um bilhetinho na cabeceira, escrito com lápis de olho no guardanapo:
-“Você dormiu garanhão!
Segundo as más línguas, assim que ajoelhei na cama, afundei.
Depois fui saber que ninguém tinha pego a mulher porra nenhuma porque ela era muito doida.
Falaram só pra me sacanear.
E sabe qual é o nome do drink que mistura chope com Steinhäger ?
“Submarino”.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
A bomba.
O desgraçado do vendedor que chega de madrugada no bar com uma caixa gigante, repleta de bombas de chocolate do tamanho de uma bola de sinuca, só tem uma finalidade:
Te destruir.
Derrota não dá medalha..
Passei 3 meses tentando convencer a mulher a sair comigo.
Na época só tinha o telefone.
E era caro!
Era uma santa e tinha acabado de terminar o noivado de 5 anos.
E o noivo era um pataquara.
A única atitude romântica que teve durante todo esse tempo, foi comprar um balde inteiro dessas rosas de macumba que os caras vendem em buteco, sabe?
Pejorativamente conhecidas como troféu de puta.
Não sou nenhum Don Juan, mas possuo mais sensibilidade que esse filho da puta.
Passei três meses ouvindo o chororô dela.
Ela era linda, claro!
Ninguém fica três meses cozinhando bucho.
Me arrumei todo.
Sapato, camisa, calça e cueca nova, com cheirinho de loja.
Quando ela chegou no barzinho fiquei todo orgulhoso.
Homem é bobo...
O plano era simples:
Deixar ela de pileque e ir para o motel.
Eu posso não saber uma porção de coisa, por exemplo, nunca aprendi a fazer bola de chiclete nem assobiar com o dedo.
Mas eu sei como divertir uma mulher. Isso eu sei!
Preliminar pra mim começa, quando eu faço ela rir.
E ela ria muito, acho que nunca tinha rido tanto na vida. Ria de chorar. Feliz.
E dá-lhe chopp, charme e chamego!
Chegou à hora de falar no ouvido.
Ti, ti, ti, ti, ti, ti, ti...
Topou!
Paguei a conta e partimos para ar condicionado com espelho no teto.
Só que, tal qual um Mestre dos magos, um filho da puta de um vendedor de doces aparece:
- "A senhorita aceita?"
Chocolate e mulher.
Ele nem pegou, a bomba veio em direção a mão dela igual ao Magneto.
Slap! (Gostou da onomatopéia?)
Ela foi comendo.
- “Caramba, o Mão de vaca só me levou no motel duas vezes em cinco anos.”
Opa, opa...Semáforo vermelho é: Pare! Depressão agora não!
-A gente só dá valor quando perde.
Na hora só saiu essa.
Quando ela tirou a roupa meu coração até parou.
Espetacular.
Começamos a brincadeira, carícias e tal, transamos.
Foi ótimo!
No rádio, Good Times 98.
Lionel Ritchie.
No rádio, Good Times 98.
Lionel Ritchie.
Acho que vou namorar, sabe.
Estou desde o começo pensando em como vou continuar essa estória sem ser escroto...
Vou tentar.
Ela tinha a bunda mais bonita que eu já tinha visto.
Qualquer um faria o mesmo...
Eu era novo, inexperiente...
Estava cheio de confiança, de tesão e de chopp.
Fui para o ouvido.
Ti, ti, ti, ti, ti, ti, ti...
- “Ah! Não sei, nunca fiz...”
- Nem eu, a gente vai descobrir juntos, eu vou ser carinhoso, prometo, você me conhece, vai ser legal...
Mentiras
Ti, ti, ti, ti, ti...Topou!
Só tinha visto em filme, e não parecia ser muito complicado.
Só precisa de lubrificação e carinho.
Não tinha nenhum filme pra explicar o que iria acontecer.
Parece que o atrito, o nervosismo, o chopp e mais a maldita bomba de chocolate...
Gente só tem adulto aqui, né?
A mulhe fez cocô.
Na verdade, a mulher explodiu.
Bum!
Me sujou até o peito.
- Caralho!!!!! Puta que pariu!
Saio eu de mãos pra cima e pernas abertas em direção ao chuveiro como se estivesse pegando fogo.
- Puta que pariu! Não acredito!
Aquele sabonetinho do motel não deu pra porra nenhuma, passei o shampoo no corpo.
Acontece, gente, eu sei. Pode acontecer com qualquer um.
Foi só o desespero e a raiva do momento.
Tipo quando você chuta uma pedra e xinga a pedra.
Respirei fundo. Meditação Seu Miagi.
Mentaliza o azul, o azul...
“Contorna a situação, Angelo, contorna a porra dessa situação.”
"Você é bom, você é engraçado, você é sagaz, você consegue"
Tentei parecer mais calmo.
- Cintia!?
Quando olhei, a mulher parecia um croissant, toda enrolado com lençol, cobertor e a toalha da mesa.
Chorando.
Não dava pra ver nenhum pedaço do corpo dela.
- Cintia, não fica assim, tudo bem...
A Mulher Croissant, levantou da cama e foi andando tipo uma gueixa em direção ao banheiro.
- Cintia...
Pum!
Fechou a porta na minha cara.
Sentei no colchão e só pensava no que eu fiz na outra encarnação para merecer isso.
Devo ter sido o soldado romano que fez a coroa de espinho pra cabeça de Jesus Cristo.
Vamos em convenhamos, o cara pra fazer uma coroa de espinho com as mãos, tem que ser sinistro, né?
E um cheiro de merda imperava no quarto...
- Cintia!
Nada, só o barulho da água caindo.
Comecei a ficar mais nervoso tentando lembrar das coisas que tinha no banheiro que pudesse ajudar alguém a se matar.
Meia hora depois.
- Cintia! Pára com isso, abre a porta.
Eu tô ficando preocupado, vou arrombar a porta!
- “Angelo, por favor, você pode ir embora?”
- Cintia, deixa de bobeira, desculpa o jeito..
- “Angelo, por favor!”
- Não vou deixar você aqui, viemos juntos, vamos juntos, esquece isso...
- “Caramba Angelo, você pode ir embora, por favor!”
- Você que sabe, mas...
-“Obrigado!”
Eu tinha pago o quarto pra 12 horas, fiquei 2h.
Botei a roupa e fui embora no meio da madruga.
Nunca mais a vi.
10 anos depois encontro no Orkut.
Cintia de Tal está casada com...
O Pataquara, claro!
Até hoje não posso ver uma bomba de chocolate.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Cabelo em casca de ovo.
Nos últimos dias ando me alimentando mal. Vou fazer dieta antes do carnaval.
- "Bota queijo senhor?"
- Sim, claro!
- "Ovo também?"
É, né, o nome é egg...pode botar ovo.
- Salada, tomate, alface?
Faz um favor, me dá um queijo quente no pão integral. Minas!
O senhor ao meu lado sorriu, virou o resto do conhaque e saiu.
Bom dia!
Engoli o café e me apressei porque estou atrasado.
Ao contrário do que manda meu neurologista virtual, sempre ando pelos mesmos lugares.
Vou começar a traçar caminhos alternativos pra exercitar a memória.
Mas hoje não.
Na rua perto do meu trabalho tem uma porrada de prédios residenciais, mas tem um, em especial, que tem um jardim amplo e uma entrada suntuosa, bonita.
Tem duas entradas de garagem, e ao passar na frente da primeira garagem, a outra começa a piscar e apitar.
Plim, plim, plim, plim...
Isso quer dizer que um carro vai sair.
Acabo de reparar que por coincidência, sempre que passo nesse prédio, a garagem apita.
E nunca sai carro.
Eu achei que era coincidência.
Nunca é.
-“Oi!”
Sai uma voz do além.
Não sou médium, Deus me livre! Então procuro de onde ela veio.
Do interfone, claro!
-“Aqui na portaria.”
Intrigado, apertei o botãzinho azul.
-Oi!
- “Desculpe o mau jeito, mas você poderia esperar só um momento?”
Olhei para a portaria lá longe, vidro fumê.
Geralmente sou uma pessoa solícita.
- Tá!
Clack! Abriu o portão. (Hoje estou cheio de onomatopéias)
Fiquei esperando e já sentindo uma sensação estranha.
Hummmmm...
Vem o porteiro, com uns 1.70 de altura, branco, de uns 25, 26 anos, magrinho e com um cabelo que me chamou a atenção.
É que ele não tinha cabelo de porteiro, sabe?
Até porque porteiro geralmente nem tem cabelo.
Puro preconceito. Deixa pra lá!
Mas ele também andava meio que dançando e jogava muito os braços pra frente e pra trás.
Semáforo amarelo quer dizer atenção!
- Fala aí!
-“Tudo bom? Desculpa te chamar assim, você passa por aqui, todo o dia né?
- É, eu trabalho logo ali.
-“Eu vejo sempre você! Acho legal o seu jeito, seu cabelo.”
Sou muito simpático, mas nem dá pra descrever a risadinha sem graça que eu dei.
Não há a menor possibilidade de um homem heterossexual pronunciar essa frase.
Eu sei.
- “Na verdade eu toco o alarme da garagem todo o dia pra implicar com você.”
Outra risadinha sem graça.
-Sério? Sacanagem, pô.
- “Sério! É que você passa sempre tão rápido, olhando pra cima!”
-É que geralmente estou sempre atrasado. Inclusive agora, nem dá pra bater papo que eu tô...
- “Ih menino, claro! Vai lá! Só queria mexer contigo”
Começou a rir, deu uma jogada no cabelo pra trás, e segurou no portão.
-Tá certo, tá certo...
- “Vem cá, qual o seu nome mesmo?”
- Angelo.
- “Prazer, Denison!”
-Valeu Denison!
-“Vai pela sombra!”
Deu outra risada, jogou a cabeça pra baixo e pra cima e sacudiu o cabelo.
Muito gay.
-Tchau!
E Denison ficou lá, na frente do prédio, me olhando ir embora.
Resumindo. Levei uma cantada do porteiro que usou a sirene da garagem como uma alternativa inovadora do fiu fiu.
E olha que eu nem sou assim um Alain Delon.
Na verdade, não me pareço em nada com Alain Delon.
Mas bem que eu poderia me chamar Alan.
Poderia ser gay também.
Mas pra falta de sorte de Denison, não sou.
Essa seria uma bela estória pra contar para os filhotes dos nossos gatos.
Mas admito que o cabelo dele até que é bonito.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Gelo, batida e ressaca
O telefone que toca.
Na verdade é o despertador: 6 horas da madrugada!
Eu sei, eu sei, milhares de pessoas acordam essa hora pra trabalhar, até antes.
E daí?
Mas não é disso que eu vou falar.
Estou de ressaca!
Sabe como é né? Meu time ganhou, comemorei com minha torcida e tudo e tal.
Normal!
Mas também não é disso que eu vou falar.
Confesso que me deu uma preguiça Garfieldiana.
Um dos meus sonhos era ter um Lupa Lupa pra fazer as coisas pra mim.
Minha batalha Herculótica começa com o banho.
Minha querida mulher só dorme com o ar condicionado na opção: Estalactite no teto.
Só que o quarto, por coincidência, é no mesmo lugar onde fica o banheiro.
Vou lagarteando até o boxe, mas até me animo depois do banho morno.
Estou numa temperatura agradável e cantarolando “Oração”
Acordei com essa música na cabeça.
Seguro na maçaneta e bate o medo!
Fecho os olhos e dou uma respirada.
Sei que ao abrir a porta, estará fazendo -70º graus, praticamente Yakutsk.
Vou nu, batendo o queixo, até alcançar a porta do quarto.
E só aí percebo que na vida real está muito calor, já de manhã.
Eu sei, existe uma palavra pra isso: Pneumonia.
Mas também não é disso que eu vou falar.
Me arrumei, fiquei cheiroso, dei comida para os peixes, pra Lacroix, a lagosta (é eu crio uma lagosta algum problema?), pra Judas (Outro dia conto sobre ele), dou água para o meu Bonzai e pra minha Rafia.
Do jeito que o psiquiatra mandou.
Comi pão com coca pra cortar a lombeira e parti para o trabalho.
De óculos escuros às 6:30 da matina.
Foda-se!
Eu moro do lado do trabalho e vou andando. Oba!
Estou eu sozinho na calçada. Fecha o sinal.
Um carro tenta atravessar, mas não consegue, freia em cima da faixa de pedestre e vai chegando pra trás...
E bate num Honda.
BLAU!
Quem é o imbecil que bate a essa hora da manhã com tudo engarrafado?
Do Honda me sai um sujeito com cara de sono. Puto!
Do outro carro me sai uma anã.
Com o maior jeitão de anã, saca?
E se achando no direito de discutir.
Os dois começaram a bater boca exatamente na minha frente.
Que disposição...
Eu ri, dei a volta e segui meu caminho.
Mas o maluco me tirou pra testemunha:
- “Amigo, você que viu, me ajuda? Diz que a culpa foi dela por favor!”
Puta que pariu...
Olhei pra cara da mulher e ela apertou os olhos, saca?
- Pô cara, não vi não.
E fui embora.
Tive uma experiência quase morte.
A têmpora no vaso era meu único destino.
Meu tragicômico fim!
Plena sexta feira, 6:30h, morto no azulejo branco e nem sei por que o nome é azulejo se ele é branco.
Tanta coisa pra aprender ainda...
Sabia que "Bem-vindo" agora é com hífen?
E o sangue?
Putz, minha empregada vai odiar isso..Mas a culpa é dela, cadê a porra do tapete do banheiro, desgraçada?
Devia ter fechado a torneira direito, minha mulher detesta.
Caramba, devia ter deixado a senha do facebook pra ela...
Nada a ver receber mensagem depois de morto, nada a ver...
Bom, lá vou eu, e ainda vai doer quer ver só?
Ainda bem que não parei de fumar...
Pô, Nem vi minha filha namorando...
Quem vai cuidar de Lacroix, minha lagosta?
Devia ter escrito a merda de um Blog pelo menos.
Bom, agora já era!
Fecho os olhos e já posso ver o Silvio Santos me recebendo...Peraí!
Mas ele não morreu! Puta que pariu, eu vou morrer antes do Silvio Santos!? Pára tudo! Vou morrer antes do Niemeyer?? Ah não! Me recuso a morrer antes do Niemeyer! É muito mico!
Afinal de contas sou "The Panthro", sou filho de Jaga, discípulo de Obi Wan Kenobi, sou Cavalheiro do Zodíaco, Tarja preta em Taichichuan, sobrinho de Babalorixá, Apóstolo de Petkovic e Black Joker.
Já encarei Skincariol no Rock in Rio.
Já encarei mulher de 120 kg.
Já fui 3º lugar no concurso de Lambada do colégio. O que que há?
Não vou morrer assim!
No último pentelhésimo de milésimo, concentração Seu Miagui total!
Dei um Matrix, usei a manobra Baryshnikov, peguei a Temistocléia como apoio e tirei um fino do sanitário. Invertebrado!
Escapei salvando a máxima de que "Todo gato caí em pé!"
Hummmmm...O cotovelo não escapou. Tá doendo! Mas tudo bem!
Mereço um chope.
Mereço um chope.
Mereço um chope.
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